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Articulação do Agroextrativismo no Cerrado

A Articulação do Agroextrativismo é o primeiro passo em torno da construção de uma nova subjetividade social em torno do Cerrado, por meio do fortalecimento do protagonismo das suas populações - os Povos do Cerrado. A luta pelo território Cerrado que é demonstrada e defendida aqui pelos camponeses, extrativistas, vazanteiros, ribeirinhos/pescadores, quilombolas e indígenas também é construída neste território de saberes e culturas que se confrontam com a expansão do agronegócio e a ausência de políticas públicas.
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23 de setembro de 2008
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19 de setembro de 2008
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17 de setembro de 2008
João Lisboa, 22 de novembro de 2002.
À Sociedade Brasileira
Nós - agroextrativistas, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, índios - etnia Kaiowa - Guarani, ribeirinhos, geraizeiros, assentados, organizações de base e entidades de apoio do Maranhão, Goiás, Piauí, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul - da Articulação do Agroextrativismo da Rede Cerrados de ONGs, reunidas nos dias 21 e 22/11/2002 em João Lisboa / MA, vimos publicamente manifestar o nosso repúdio a situação atual de degradação sócio-ambiental em que se encontra o Cerrado brasileiro e nossa disposição de lutar pela inclusão dos Povos do Cerrado, enquanto sujeitos políticos importantes em qualquer processo de desenvolvimento que se pretenda para e com o Cerrado.
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texto de Carlos Walter Porto-Gonçalves[1]
Ao contrário dos muitos elogios que vemos tanto na mídia como nos meios acadêmicos ao sucesso do agronegócio que avança pelos Cerrados brasileiros, há uma avaliação diferente que, infelizmente, não tem encontrado espaço de divulgação. Tudo se passa como se só restasse aos Cerrados o destino único, aquele que lhe vem sendo dado pela expansão da monocultura empresarial. É o que vêm tentando chamar a atenção lideranças comunitárias de camponeses, de afrodescendentes (quilombolas) e de povos originários (indígenas), além de muitos técnicos e cientistas de várias instituições de pesquisa e de universidades, além de algumas ONGs, que vêm chamando a atenção para as contradições acerca do destino que a sociedade brasileira vem dando aos Cerrados e suas áreas adjacentes desde os anos 60, sobretudo após a fundação de Brasília. Assim, vem sendo negada à sociedade brasileira até mesmo o conhecimento do rico patrimônio cultural e biológico que dispõe para que, conhecimento de causa, possa decidir qual o melhor destino a ser dado a essas regiões que abrangem nada mais nada menos que 35% do território nacional.
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